Estudo do Global Entrepreneurship Monitor mostra que mais de 36 milhões de brasileiras
estão envolvidas com alguma atividade empreendedora

A mulher empreendedora brasileira busca negócios de baixo risco - Clinton Education
A mulher empreendedora brasileira busca negócios de baixo risco – Clinton Education

O Brasil possui uma alta taxa de empreendedorismo entre sua população, segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor que mostra que 30,2% da população feminina está envolvida com alguma atividade empreendedora, seja formal ou informal. Isso representa algo em torno de 36 milhões de brasileiras. Ao considerar a participação feminina nesses números, o estudo revela que as mulheres participam de 49,6% dos negócios com menos de 42 meses de fundação e 44% dos negócios estabelecidos (com mais de 42 meses). Tais percentuais revelam que o empreendedorismo foi abraçado pelas mulheres brasileiras como opção de carreira, talvez em função da necessidade de uma maior flexibilidade para conciliar o trabalho com a vida familiar.

Para aprofundar a questão da mulher empreendedora no País, Thiago de Carvalho, mestre em Educação e Ensino de Negócios pela New York University, participou da pesquisa “Networking de mulheres empreendedoras”, em 2013, a fim de ajudar a entender melhor as características das mulheres empreendedoras Brasileiras.

Muito embora o estudo revela que o número de empresas abertas por mulheres esteja aumentando, o empreendedorismo “feminino” ainda pode ser analisado de maneira distinta do “masculino:” mulheres enfrentam problemas específicos na exploração de oportunidades empreendedoras. Entre as distinções está o fato de as mulheres estabelecerem empresas em áreas tradicionais, de baixo risco, em atividades que normalmente são extensão do seu papel no lar. Consequentemente, as opções de setores de atividade a serem exploradas são reduzidas, assim como é reduzida a possibilidade de acesso a recursos, deixando as mulheres empreendedoras em desvantagem em relação aos homens empreendedores.  Especificamente sobre networking, outro dado da pesquisa é que mulheres mais velhas têm a tendência de participar de mais redes de networking. Além disso, o estudo mostra que mulheres com maior escolaridade tendem a se envolver em mais redes de relacionamento profissional, aumentando o acesso a recursos.

Participaram da pesquisa 160 mulheres empreendedoras que fizeram parte de um programa de empreendedorismo desenhado especialmente para elas, com o objetivo de capacitá-las no processo de gestão e auxiliá-las com conhecimentos diversos que contribuem na superação dos problemas enfrentados no cotidiano e no desenvolvimento de seus negócios.