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Você que acompanha minhas postagens sabe do meu gosto pela área acadêmica. Entre 2013 e 2015 fui aluno da New York University, onde pesquisei sobre educação de adultos (minha pesquisa sobre como adultos aprendem foi destaque até na Rede Globo).

Nesse post, eu destaco 3 principais lições sobre negócios que tive fora da sala de aula, acompanhando o desenvolvimento de negócios em Nova Iorque.

Constância

Foi o que eu aprendi acompanhando os comerciais e promoções da Subway (a lanchonete com 45 mil unidades em mais de 100 países). Me surpreendeu a regularidade com que a rede lançava campanhas. A cada 30 ou 45 dias, sem falhar, um anúncio na TV – que era seguido por materiais de ponto de venda – falava sobre as novidades da rede. Para alguns, pode parecer simples, mas organizar o “mês do abacate,” a semana dos 2 dólares ou o Doritos extra não é tarefa fácil.

No caso do mês do abacate, todos os sanduíches poderiam levar abacate na receita, cortesia da rede. Logo em seguida, a rede lançou uma ação em que haveria um sanduíche diferente custando dois dólares, a cada semana. Por fim, lançaram uma promoção em que era possível adicionar Doritos ao lanche – que eu não cheguei a experimentar!

A maior lição está em desenhar processos e organizar ações que possam ser implementadas de forma organizada e constante, mesmo em uma rede gigantesca como a Subway.

Evolução

Blue Bottle (cafeteria símbolo da 3ª geração dos cafés norte americanos), para mim, é o exemplo da evolução. Todo mundo fala que o café dos EUA é aguado. Isso não é verdade. Bom, pelo menos não é verdade hoje em dia. A primeira onda dos cafés é essa que lembramos e ouvimos falar. Jarras de café (ou “chafé”) eram comuns por motivos de economia – gastar menos pó de café – ou simplesmente por descuido com o produto. A segunda geração tem um representante que você provavelmente conhece, a Starbucks. Essa geração é marcada por uma preocupação em entregar um café bom, padronizado, em larga escala.

A terceira geração das cafeterias dos EUA tem como um dos símbolos a Blue Bottle. Essa cafeteria é a queridinha dos fãs da bebida. Com poucas lojas – e um preço relativamente alto – ela oferece uma variedade de cafés exóticos que não é possível encontrar em outros lugares. Os cafés são coados, individualmente, na hora em que o consumidor pede.

Ao analisar as três gerações de cafeterias, fica claro como é importante acompanhar a evolução das indústrias. Hoje, a segunda geração ainda é a dominante. Vamos acompanhar como a 3ª geração desenvolve e nos perguntar: como será a 4ª?

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Precisão

Você sabe que os EUA são conhecidos pela indústria do entretenimento. Cinema, parques de diversão e videogames são exemplos disso. Agora, uma das coisas que mais me impressionou foi assistir a um jogo da NBA (liga de basquete profissional dos EUA).

Não estou falando do jogo em si, mas do que ocorre nos intervalos. Quando assistimos a um jogo de basquete pela TV, não vemos o que acontece quando um técnico pede tempo. Enquanto a TV mostra as propagandas, dentro das quadras estão acontendo alguns das maiores ações de entretenimento do mundo.

A cada intervalo, com uma precisão fantástica, a quadra se enche de pessoas que fazem shows de música, acrobacias, premiações, tudo em um espaço de tempo que dura cerca de 2 minutos. Já vi até um mini show da Broadway. É mais ou menos o que ocorre no SuperBowl, a final dos jogos de Futebol Americano. Em pouquíssimo tempo, voluntários montam um palco, artistas fazem um mega show e, em seguida, o palco é desmontado. Caso tudo isso não seja feito com precisão, as demais atividades podem atrasar.

Esses “mini eventos” dentro dos jogos da NBA me marcaram como exemplo da precisão ligada aos negócios.

Se você quiser conversar sobre aprendizagem informal de negócios (aquela que ocorre no dia a dia), acompanhe nosso blog. Vamos fazer um convite em breve.

Se você gosta de café, recomendo esse artigo (em inglês) sobre A busca multimilionária para coar o café perfeito. Ele fala com detalhes sobre as “três gerações” do café.

Abraços,

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